Uma escola especial na Suécia

Desta vez na Suécia (não tenho parado, estou farto de aeroportos e aviões), visitei o Tensta gymnasium (visita esta organizada por Goran Karlsson do KTH, parceiro sueco do projecto DICSIM) e posso dizer que foi uma das escolas mais interessantes em que já estive. Esta escola é parceira da Ross School, adoptando o conceito Ross, uma escola no estado de New York, USA, onde a tecnologia e a arte são ubíquas, as turmas são pequenas (20), o currículo utiliza a história e a cultura como elementos integradores das várias áreas de forma melhorar a interdisciplinaridade, se tenta ir de encontro a vários estilos de aprendizagem através da diversidade de práticas e materiais, etc. Esta é uma escola que tenho de visitar.

Em Tensta senti-me bem, as cores eram agradáveis, os espaços amplos e confortáveis, a iluminação excelente, o ambiente calmo. Era uma escola multicultural e de alunos com famílias de low income, em que vi poucos suecos, e onde a tecnologia tinha uma papel bastante presente no dia a dia de todos. Cada aluno tinha um computador (cerca de 600), cada professor tinha um computador (cerca de 50), havia wifi em todas as áreas. Alguns dos registos que retirei, depois de uma reunião com o responsável ICT, Seth, e uma visita à escola:
  1. Biblioteca a ocupar o espaço central da escola com 11 portas
  2. Estufa a rodear a biblioteca com plantas, arbustos e árvores indoor (podia ler-se livros e apanhar bananas da bananeira)
  3. Salas pequenas para trabalho de pequenos grupos de alunos 8-12
  4. Zona de entrada nas salas em vidro
  5. Áreas da escola de acordo com vocações (tech, management, etc.), com espaços de trabalho para grupos interdisciplinares de professores
  6. Muitos espaços comunais, algumas com mezannine
  7. Cozinhas na sala de professores comum e 1 por área de escola
  8. Mentor de turma ao longo dos 3 anos
  9. Equipamento para conexão do tecto no laboratório de ciências
  10. Smartboards em algumas das salas
  11. Charger rooms (lockers) para laptops
Falei com alguns professores, de História, Física, Gestão e ainda com um aluno e a impressão que me ficou foi que o uso dos laptops em contexto educativo ainda é muito limitado: processador de texto, apresentações, folhas de cálculo, alguns applets e pouco mais. Um problema sério, um investimento tão alto e um uso tão limitado. Não consegui assistir a nenhuma aula porque tinha voo logo a seguir para o UK. E mesmo que pudesse, havia o problema da língua.

Gostei bastante de Estocolmo mas fiquei só duas noites, tempo para uma reunião na KTH e uma visita a escola. Conheci também o Anders Ambrén, do Learning Lab do KTH, que me falou dos projectos de learning spaces da KTH, fiquei de contactá-lo para ele fazer a ligação com o investigador responsável.
Agora sigo para o UK.

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